Recebi hoje info desse DVD pelo mailing da Tarantulla Shop, ele
consiste em material do início de carreira da banda, incluindo performances ao vivo, entrevistas, etc. Esse material permaneceu 20 anos fora de circulação e foi agora restaurado para o deleite de muitos.
SPK foi uma das bandas que, junto com Throbbing Gristle, ajudou a cunhar o termo industrial, que mais tarde se tornaria o gênero musical controverso que é hoje. A banda começou no fim dos anos 70 na Austrália depois se movendo para a Inglaterra onde permaneceram ativos até a segunda metade dos anos 80. A música tinha o intuito de retratar a realidade dos doentes mentais e das respectivas instituições, era ao mesmo tempo intrigante e perturbadora. Não por coincidência faziam parte da banda um esquizofrênico e um enfermeiro. O enfermeiro foi o que foi até o fim da banda, e continua até hoje na produção musical, Graeme Revell hoje em dia produz trilhas sonoras para filmes hollywoodianos. Uma curiosidade é que a sigla “SPK” ganhou significados diferentes a cada lançamento da banda, alguns deles foram: SoliPsiK, Selektiv Pornography Kontrol, Sozialistisches Patienten Kollektiv, System Planning Korporation, Surgical Penis Klinik e SePpuKu.
Italo-Disco: Visual brega do começo dos 80, clipes mal dublados e ao mesmo tempo alguns dos timbres mais impressionantes de todos os tempos (pelo menos eu acho). Nota: a segunda música da primeira parte do megamix era trilha de fundo do programa do Gugu nos anos 80, o Viva a Noite.
O antigo é sempre revisitado. E na música eletrônica essa busca sempre ocorre, apesar da forma descartável como ela é tratada pelos DJs e clubes. Para aqueles que gostam da sonoridade old school, sempre haverá opções novas que produzem música com a atmosfera dos anos 1980. Como essa faixa do projeto Electrosexual, a Trapped Inside.
Após mais de uma década sem lançar material algum o senhor Meurisse volta com um CD duplo recheado de faixas inéditas. Não diferente de qualquer banda que retorna depois de muito tempo esse material já divide opiniões. Mas acima de qualquer subjetividade pode se notar que Transformation continua onde o Conviction parou, desde aquela época o SA42 já trilhava um caminho mais sombrio, querendo romper as amarras com a gravadora, Disco Smash, que traçava uma rota mais comercial para a banda. Quem esperar um álbum repleto de hits dançantes ao estilo dos anos 90 obviamente se decepcionará. Porém a banda manteve o peso e a personalidade dos velhos tempos, ou seja, quem temia uma volta seguindo algum dos estilos da moda não tem com que se preocupar. A banda se manteve fiel ao seu estilo de antes, que era vendido como EBM, como new beat, talvez até como techno, mas não parecia fazer realmente parte de nenhuma cena ou estilo.
Transformation é um álbum rico no sentido de ter faixas bem variadas tanto em velocidade quanto peso a maioria delas sombrias e às vezes melancólicas com as letras esparsas de sempre, e ainda o uso de guitarra (muito bom por sinal) em algumas faixas. Cada CD desse álbum traz de bônus uma faixa oculta iniciada por 5 minutos de silêncio, Langemark no CD 1 e Religion no CD 2, ironicamente são as que eu mais apostaria como hits instantâneos.
Voltemos 27 anos no tempo e façamos uma pequena visita ao ano de 1980. A música eletrônica, que já não era novidade, produzia um hit atrás do outro e preparava os alicerces que sustentariam toda a revolução que a música mundial sofreria nas décadas seguintes. E os dois vídeos de hoje fazem parte desse momento que é a transição entre o pioneirismo e a consolidação da música feita por homens-máquina.
As escolhas são frutos de uma conversa de ontem e influência da ótima seleção feita por um Alexander Robotnick, uma das lendas da e-music, para sua coletânea The Disco-tech Of Alexander Robotnick. Começo com John Foxx com o clássico Underpass. Antes de seguir carreira solo, o cantor tinha sido vocalista do Ultravox, uma das bandas pioneiras e conteporânea do grupo da minha segunda escolha, do qual escolhi Fade to Gray, hino da New Romantic criado pelo Visage. Divirtam-se!
O site acaba de ganhar um fórum dedicado ao universo da música eletrônica. Além da lista, ele será mais uma ferramenta para a comunidade trocar informações sobre bandas, baladas, shows, lançamentos, história da e-music etc.
Para aqueles que não conhecem, o trio Client surgiu no início da década ainda como um duo formado por Client A (Kate Holmes) e Client B (Sarah Blackwood), mas no fim de 2005 elas ganharam a companhia de Client E (Emily Mann) para a felicidade desse amante da boa música de das boas garotas! Recentemente elas lançaram seu terceiro álbum de estúdio e continuam fazendo uma ótima mistura de eletrônico com rock. As influências, segundo o perfil da banda no MySpace, reúnem grandes nomes da música, como Kraftwerk, Joy Division, DAF, Throbbing Gristle, New Order e Smiths.
E o vídeo de Lights Go Out, que saiu no último álbum:
Depois de todas as ondas de Dark Electro, Futurepop e cia, o old school EBM está vivendo um grande revival. Front 242 comemora seus os 25 anos incluindo velhos hits no setlist de seus shows, Nitzer Ebb voltou à ativa e o ótimo Absolute Body Control retornou para uma série de shows depois de mais de 20 anos de silêncio. Essa volta às raízes não está restrita àos pioneiros que começaram toda essa história, mas tem surgido bandas que revisitam esse passado glorioso e estão produzindo o que podemos chamar de new old schol.
As duplas Sturm Café, Militant Cheerleaders on the Move e Spetsnaz, três dos principais nomes, vêm da Suécia, país que tem uma grande tradição na música eletrônica underground. E em todas elas as influências de nomes como Nitzer Ebb, DAF e Front 242 são evidentes. As duas primeiras são as que menos copiam e mais relêem, ao contrário do Spetsnaz, que em muitos momentos produzem músicas muito semelhante às do Nitzer Ebb.
Para escutar algumas faixas dessas bandas, acessem o perfil delas no MySpace:
Estava fazendo um revival trevoso e tirei alguns álbuns do baú para escutar. Um deles foi o CD de remixes do Switchblade Symphony, uma das grandes bandas de darkwave que surgiram nos EUA entre os anos 80/90. A mistura que faziam de darkwave com trip-hop mostrou que a cena dark poderia flertar com outros estilos sem deixar de ser atrativa. Infelizmente a banda acabou, mas a vocalista Tina Root criou o projeto Tre Lux que flerta com o indie rock e o eletrônico. Não é algo que gosto muito e nem escutei o álbum de estréia, o “A Strange Gathering“, para dar uma opinião definitiva, mas a cover que fez de Never Let Me Down Again do Depeche Mode ficou ótima! O vocal, os timbres e uma certa pitada de trip-hop deixaram a versão desse clássico do synth-pop sensacional! Para escutá-la, acesse o perfil do projeto no MySpace.
Vamos lá? Depois de muitas idas e vindas, creio que desta vez a coisa irá para frente. De maneira despretensiosa, daremos um passo por vez e aqui está o primeiro, a versão 0.1 do site da Rejekto. A empreitada começou há pouco mais de 6 anos pelo Renato Z., quando ele criou a lista Rejekto e aos poucos ganhará outros braços.
Assim como a lista, este site será dedicado à música eletrônica e tudo aquilo que faz parte deste universo. Falaremos dos projetos e bandas de hoje e de ontem, comentaremos as novidades da noite, os shows, as festas etc. Nesta primeira etapa investiremos apenas no blog e aos poucos adicionaremos outras funcionalidades ao site, como agenda, podcast, um banco com informações e links etc. A idéia é criar uma grande comunidade para os amantes de todos os estilos deste gênero musical que atrai cada vez mais fãs.
É isso! E os interessados que quiserem participar, cadastrem-se no site ou mandem um e-mail para rejekto@rejekto.com.